
A Santíssima Virgem apareceu pela primeira vez à então Priora das Concepcionistas na capital equatoriana em 2 de fevereiro de 1594.Nascida na Espanha, na Província de Viscaya, no ano do Senhor de 1563, Madre Mariana de Jesus Torres bem cedo sentiu a vocação religiosa. Aos 13 anos de idade, com permisão do Rei Filipe II, abandonou seu país, juntamente com sua tia, Madre Maria de Jesus Talvada, e partiu para Quito, cidade situada em terras de colonização espanhola na América do Sul, a fim de ali estabelecer o primeiro mosteiro nas Américas em honra da Imaculada Conceição.

As profecias de Maria Santíssima à Irmã Mariana de Jesus impressionam pela precisão
Aparições de Nosso Senhor, de Sua Santa Mãe Santíssima, de Santos e de demônios, eram-lhe freqüentes. A essa filha de Santa Beatriz Silva foi desvendado o futuro como a poucos, sobretudo com referências espantosas aos nossos dias. Tais profecias impressionam pela precisão, riqueza de detalhes e semelhança com as de Fátima.
Em certa ocasião, Madre Mariana encontrava-se com a fronte em terra, com lágrimas e suspiros, suplicando ao Altíssimo algum remédio para os muitos males que afligiam aquela colônia e seu convento.
Foi então que ouviu uma voz celestial que a chamava pelo nome. À sua frente viu Nossa Senhora resplandecendo em meio a imensa claridade. Trazia o Menino Jesus no braço esquerdo, e um báculo de ouro na mão direita.
Ao tomar o Menino Jesus nos braços, sentiu o inconcebível desejo místico de partilhar da Paixão do Senhor

Como sempre faz ao referir-Se à Sua pessoa, a Santíssima Virgem logo Se apresentou à filha escolhida, evitando deixar qualquer sombra de dúvida quanto à Sua identidade e, também, sob qual invocação desejaria ser venerada:
"Sou Maria do Bom Sucesso, Rainha dos Céus e da Terra. Tuas orações, lágrimas e penitências são muito agradáveis a nosso Pai celestial. Quero que fortaleças teu coração e que o sofrimento não te abata. Tua vida será longa para glória de Deus e de sua Mãe, que te fala. Meu Filho Santíssimo te presenteia com a dor em todas as suas formas. E, para infundir-te o valor que necessitas, toma-O de meus braços nos teus".
Ao tomar o Menino Jesus nos braços, sentiu o inconcebíbel desejo místico de partilhar da paixão do Senhor e, assim, mais sofrer como vítima voluntária para aplacar a Justiça Divina.
Naquele instante, Madre Mariana assumia sua condição de alma vítima, unindo seus sofrimentos aos sofrimentos de Seu amado Esposo para a redenção da humanidade.
"Colocareis em minha mão direita o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade."

Na noite de 16 de janeiro de 1599, Nossa Senhora deu-lhe conhecimento de vários fatos futuros, declarando ainda um dos principais objetivos de Sua vinda:
“É vontade de meu Filho Santíssimo que tu mesma mandes executar uma estátua minha, tal como me vês e a coloques sobre a cátedra da Priora. Colocareis em minha mão direita o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Colocarás em minha mão esquerda o meu Divino Filho. Eu mesma governarei este meu Convento”.
Com essa afirmação, a Mãe de Jesus revela o zêlo e o respaldo celestial que Seu Divino Filho conserva para com todos aqueles que, por amor a Ele e ao Reino dos Céus a tudo renunciam, através de uma vida radicalmente dedicada à Sua Igreja e à humanidade.
Escultura sobrenatural
Durante os anos seguintes, Madre Mariana suportou grandes sofrimentos e somente a 5 de fevereiro de 1610 que o escultor Francisco del Castilho, espanhol de nobre linhagem, foi chamado para elaborar a escultura solicitada por Maria Santíssima.
Castilho era um homem íntegro e religioso. Vivia santamente em Quito com a esposa e três filhos. Recebeu a encomenda como uma graça do Céu e a 9 de janeiro seguinte declarou que a imagem estava praticamente pronta. Mas ainda faltava a última demão de pintura. Ele iria procurar as melhores tintas existentes na Colônia, e voltaria no dia 16 para concluir o trabalho.
Nessa época, era costume oferecer sempre o que havia de melhor para Deus e a Igreja.
Mas naquela madrugada, quando as religiosas se dirigiram ao coro para rezar o Ofício, encontraram-no todo iluminado por luz sobrenatural, e ouviram vozes angélicas que cantavam o "Salve Sancta Parens".
Sobrenaturalmente, todas as irmãs presenciaram que da imagem inacabada saíam raios vivíssimos. A pintura-base aplicada por Del Castilho caía ao solo junto com aparas de madeira, enquanto os traços da imagem aos poucos, como que por mãos invisíveis, tornavam-se mais suaves e a fisionomia da Virgem mais celeste.
Somente Madre Mariana, em êxtase, via que, conforme pedira ao céu, quem esculpia e finalizava o acabamento artístico eram São Francisco e os três Arcanjos Miguel, Grabriel e Rafael.
Ao ver o resultado surpreendente, Francisco del Castilho disse que a imagem não era obra sua, mas de anjos. Lavrou um documento no qual repetia tal afirmação sob juramento, declarando ainda que encontrara a escultura terminada de maneira diferente da que deixara. Entregou o documento às religiosas para perpetuar a prova do milagre.
Por vontade de Maria Santíssima, as profecias em Quito seriam reveladas apenas "quando a corrupção de costumes estivesse quase geral e a luz preciosa da Fé quase extinta"

Madre Mariana contou pessoalmente os detalhes do ocorrido ao Bispo de Quito.
É interessante que a escolhida de Maria Santíssima acrescentou ao Bispo algo que diz respeito diretamente aos nossos dias atuais: as profecias da Virgem, bem como sua vida como irmã contemplativa, só seriam reveladas no século XX, por causa da "muita decadência da fé" (II, 41) e do papel que deveria ter então essa invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso nesses difíceis tempos.
O desfecho dessas profecias que se cumpririam (e ainda continuam a se cumprir) são a prova incontestável dessa intervenção sobrenatural do Céu ocorrida no Equador, através da Santíssima Virgem.
Assim dissera-lhe Nossa Senhora em outra ocasião:
"É vontade de Deus reservar esta invocação e tua vida para aquele século, quando a corrupção de costumes será quase geral e a luz preciosa da Fé estará quase extinta" (II, 193)
O papel dos santuários marianos como verdadeiras resistências de Fé nos tempos da indiferença para com Deus
A 8 de dezembro de 1634, a Rainha do Céu e da Terra assim profetizou a Madre Mariana:
"O meu culto sob a consoladora invocação do Bom Sucesso (...) será a sustentação e salvaguarda da Fé na quase total corrupção do século XX" (II, 190).
E com essa afirmação a Senhora deixa claro o papel que todos os santuários marianos exercem em seus países como verdadeiras resistências de Fé nos tormentosos tempos que atravessamos de indiferença para com Deus.A Igreja avalia a credibilidade de previsões feitas por uma pessoa, abarcando épocas diferentes, considerando se algumas já se cumpriram e de que modo. É historicamente comprovado que no caso de Madre Mariana de Jesus Torres, a maior parte das revelações que Nossa Senhora lhe fez já se cumpriram. E com tanta exatidão, que não seria prudente pôr em dúvida o que ainda está por se realizar.
Necessidade de almas heróicas
Entre essas várias revelações, citamos, por exemplo, a mensagem da aparição de 16 de janeiro de 1599:
"A pátria em que vives deixará de ser Colônia e será República livre, conhecida pelo nome de Equador. Então necessitará de almas heróicas para sustentar-se através de tantas calamidades públicas e privadas" (I, 67)).
Em mais de uma profecia a Virgem proclama a vinda do heróico presidente equatoriano Garcia Moreno, prevendo com extraordinária exatidão seu martírio, exaltando-lhe sua firmeza espiritual e conduta verdadeiramente cristã. Na mesma aparição afirmou:
"No século XIX haverá um presidente verdadeiramente cristão, varão de caráter, a quem Deus Nosso Senhor dará a palma do martírio na praça onde está este meu convento. Ele consagrará a República ao Divino Coração de meu Filho Santíssimo e esta consagração sustentará a Religião Católica nos anos posteriores, os quais serão aziagos para a Igreja" (Id).

(Madre Maria de Jesús Torres, cujo corpo incorrupto se encontra no Monastério da Imaculada Conceição, em Quito, Equador.)
Mariana de Jesus Torres y Berriochoa foi uma das sete missionárias espanholas fundadoras do Monasterio Real de la Limpia Concepción, em Quito. A vida desta religiosa, desde os 13 anos de idade, sempre fora marcada através de um contínuo contato com o sobrenatural.
http://www.avisosdoceu.com.br/Quito_Esquador.php
NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO
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